Categoria: Destaque

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As 4 faces do Obelisco.

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Não veio a Buenos Aires quem não conhece o Obelisco do cruzamento das Avenidas 9 de Julio, Corrientes e Diagonal Norte. Está sobre a Plaza de la República, onde havia a igreja de São Nicolau de Bari. Foi construído em apenas 60 dias, na década de 1930, por ocasião do quarto centenário da primeira fundação de Buenos Aires. Cada um dos quatro lados homenageia uma efeméride. Ocorre que resolveram colocar as datas em números romanos e assim o visitante fica olhando o Obelisco, raciocinando “M, mil, D, quinhentos, CCC…” tentando decifrar o MMDC… e pensa, “Quer saber? Vou turistar!” Porém, após passar várias vezes por ali, detive-me um pouco para entender seu significado, que agora conto a vocês.

MDXXXVI (1536) foi o ano da fundação, por Pedro de Mendoza, da primeira cidade, Nuestra Señora Santa María del Buen Aire. Enfrentou muita peleia dos pampas, que dizimaram as tropas espanholas com flechas e boleaderas, tornando impossível a fixação de um povoado no local. Porém, a necessidade de saída segura para o Atlântico fez com que Juan de Garay, 44 anos depois, refundasse a cidade.  Garay parcelou as terras e, onde hoje está a Casa Rosada, mandou construir o Forte de Buenos Aires. Assim, na face sul, a efeméride é a segunda fundação da cidade, a que vingou, sob o comando de Juan de Garay em MDLXXX (1580). No lado leste, está, assim, o quarto centenário da primeira fundação, ano em que foi construído e inaugurado o monumento. Para complicar, o ano 1936 não consta e o visitante que faça as contas, somando os 4 centenários a MDXXXVI (1536).

Em MDCCCXII (1812), foi içada pela primeira vez a bandeira argentina na torre da Iglesia de San Nicolás de Bari, demolida para dar lugar à Avenida 9 de Julio. A bandeira foi idealizada por Manuel Belgrano. Todo povo nutre um amor especial pela bandeira de seu país, mas devo reconhecer que o argentino gosta de ostentar esse amor, e não deixaria faltar uma homenagem. A face norte do obelisco destaca o primeiro içamento da bandeira celeste. O lado oeste destaca a federalização da cidade de Buenos Aires. Contra isso se opunha a Província de Buenos Aires, porém as demais províncias apoiavam a medida. Houve uma revolução em 1874 entre os Unitaristas de Bartolomé Mitre e os Autonomistas de Nicolás Avellaneda. Como venceram os autonomistas, a cidade passou a ser autônoma, e hoje a chamamos de Ciudad Autónoma de Buenos Aires (CABA). No Obelisco, estão homenageados Avellaneda, porque foi ele quem apresentou o projeto de lei ao Senado Federal, e Julio Argentino Roca, porque foi o presidente que sancionou a lei em MDCCCLXXX (1880).

Assim, embora reconhecido como símbolo argentino, a obra enaltece a cidade de Buenos Aires, Capital Federal. A construção tem 67,5 metros de altura, conta com uma escada de 206 degraus até as janelas e, curiosamente, em um compartimento interior da estrutura, contém uma carta destinada àqueles que o quiserem demolir no futuro.

2a Fundação (sul) e 4o. centenário da primeira (leste)

Face norte homenageando a bandeira celeste

A federalização a oeste

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Pão tentação: Castália

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Tenho uma confissão, gosto de pães bem feitos, sobretudo, daqueles cascudos, com interior fofo e que fazem um som peculiar quando os parto com as mãos. Sugiro comê-los com azeite e sal e também com um pouco de vinho tinto. Não necessariamente bebendo o vinho, mas sim, embebendo o pão no vinho (como meus nonnos faziam). Esses dias, encontrei um pão maravilhoso com barulhinho bom, feito pelos netos do Emb. Meira Penna e a Sra. Dorothy.

O avô ensinou os guris a sonhar alto e a avó, a fazer pão. Do sonho surgiu a Padaria e Confeitaria Castália e da cozinha, um pão delicioso feito com farinha francesa, mas também tem croissant  e pain au chocolat com manteiga vinda da provence. Castália, na mitologia grega, era uma fonte que inspirava o gênio poético daqueles que bebessem das suas águas ou ouvissem o movimento das suas águas. Juntaram-se irmãos, primo e amigos, todos beberam da fonte. Cada um contribuiu com um pouco e, dessa união, surgiu a inspiradora Padaria, com um scent bem hipster.

Dali, saem sabores inusitados como o pão com pimenta vermelha, ou o pão roxo de batata roxa, o pão amarelo de curry, o pão de cramberry com castanha de caju, o pão de cacau e ameixas, o rústico pão da casa. E todos podem ser levados à mesa. Escolhe-se o pão, eles o cortam e servem-no com potinhos de geléias ou azeite! O freguês os ladeia com o café que mais lhe encantar. Detalhe relevante que destaca esta padaria entre as demais, a vibe hipster, a felicidade dos netos da Dona Dorothy e do Seu Meira Penna e o amor deles em cada pão.

Onde: CLN 102 Bloco D Lojas 64/74 – Asa Norte, Brasília – DF

Telefone: (61) 3081-8899

 

🙂 Pão com JK

Granolinho

De comer com colher!

Coisas de vovó.

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No Aeroporto: cheirinho de pão quentinho saído na hora!

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Aí você arruma as malas pra viajar o final de semana, ou por uma semana, menos ou mais. Fecha o gás antes de sair, confere as janelas, tira o lixo pra fora e vai! Vai feliz cheio de expectativa de chegar. Aproveita aqueles dias como se não existisse o dia de voltar, mas quanto mais próximo do fim está este idílio, maior fica a lista de afazeres domésticos. Um que me preocupa sempre: “não tem pão em casa. Nem que seja para fazer um lanchinho na chegada…”

Meus caros, pelo jeito essa preocupação não é só minha! Que bom! Porque no aeroporto Juscelino Kubistchek em Brasília existe um oásis com cheirinho de pão quentinho saído na hora com preços de rua! É o primeiro aeroporto do Brasil a ter uma padaria,  panificadora Vitória, que fica pertinho do desembarque. É chegar à Brasília e sair do aeroporto com o pãozinho quente, cheiroso, saboroso, crocante por fora, macio por dentro.

Além do pão francês ou pãozinho, triguinho, cassetinho, carioquinha, pão careca ou pão filão (a depender da região do Brasil do cliente), a padaria faz pães artesanais de outras paradas, faz sanduíches, bolos, tortas, acompanhados de cafés, sucos e tudo o mais que se pode encontrar numa padaria convencional. Pode-se escolher o pão recém saído do forno para o sanduíche personalizado. A inusitada loja, com janelas amplas que dão para o jardim do aeroporto, tem mesinhas, cadeiras e poltronas para o cliente descansar antes ou depois de sair viagem. Funciona entre 6h e 22h e como as fotos mostram, sucesso absoluto!

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OsterFest, Osterbaum, Osterhase, enfim, POMERODE!

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Há nove anos vou à OsterFest em Pomerode-SC e confesso que a deste ano foi a melhor. Superou as expectativas. Só de pensar no trabalho que deu montar aquela árvore, a gente fica impressionado. Os restaurantes e a população da cidade passaram o ano quebrando ovos apenas na ponta e guardando cada casquinha com o maior cuidado. Oitenta e duas mil quatrocentas e quatro casquinhas foram pintadas e penduradas naquela que é considerada a maior Árvore de Páscoa (Osterbaum) do mundo, certificada pelo Guinness World Records!

Entrar na vila de Páscoa no centro cultural da cidade e ver a imensa Osterbaum é surpreendente. À noite há uma iluminação que torna o ambiente aconchegante e convidativo e o clima ameno leva-nos a aproveitar a festa. Não faltam diversões para as crianças, claro. Elas vão se encantar na Vila cheia de casinhas e brinquedos, na Oficina de Ovos onde poderão pintar ovinhos, na Oficina de miniaturas em madeira, na Casa do Coelho… A família vai amar passear de Kutche, charretes puxadas por cavalos que fazem um tour pela cidade.

Especialmente para os grandinhos, muitas barraquinhas caprichadamente decoradas vendem tudo de bom para acompanhar um chopp tirado na hora. Produtos locais deliciosos a preços convidativos. E aquela comprinha de ocasião? Ah! Um super mercado (Ostermarkt) de artesanato absolutamente sem comparação com peças de artesãos locais e inspirados na mais pura cultura pomerodense enche os olhos e esvaziam nossos bolsos sem doer (juro!). Nos próximos posts vou mostrar pra vocês delicadezas que podem ser compradas o ano todo. Até lá!

PS.: Na foto em destaque os pomerodenses Afonso Rauh e Taciana Lunelli <3

 

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O “che” de Bariloche ou a origem do Tchê!

Tchê! De onde tu vens? Falado desde o fim do mundo, lá em Ushuaia, até o sul do Brasil e avança para os lados, atingindo o Uruguai. Esse som, que desperta curiosidade, é um mistério etimológico. Hoje, me atrevo a desbravá-lo.  São várias as teorias sobre a origem dessa partícula gauchesca. Uns dizem que se originou do espanhol, cujo som para o encontro “che” soa “tchê”, como em leche e chequear. Outros alegam que, por influência italiana, o “ciò” (pronome demonstrativo italiano) derivara para “che”. Ás vezes até acredito, pois meu nonno falava “ciò” no lugar de “tchê”. Isso não explica, entretanto, a lista de palavras com a partícula “che” que não tem origem nem no espanhol, nem no italiano.

Quem viaja para Bariloche (“Barilôtche”) talvez tenha notado esse som, que é repetido em outras palavras comuns da região andino-patagônica, como Mapuche, Tehuelche, Huiliches. A terceira teoria que se aponta é, justamente, a origem ameríndia da palavra e que, nesse caso, tem um significado bastante coerente com o uso do “tchê”. Para os habitantes originários, “che” significa “gente”. Assim, Bariloche é a gente do outro lado (dos Andes); Mapuche é a gente da terra; Tehuelche, a gente bravia. Assim, quando alguém fala “Tchê!”, é uma forma de chamar ou pedir atenção, como em “Gente!”.

Não há um consenso acerca da origem e do significado, e essas três teorias não são as únicas. Essa peculiar partícula está demasiadamente arraigada no vocabulário gaúcho, gaucho, portenho, patagônico, ameríndio e dificilmente será possível rastrear a origem. Já, o significado, esse vai se amoldando ao fenômeno linguístico de cada país.  O que é seguro e certo é que o “tchê” é nosso, dos Huiliches, das gentes do sul.

Jimmy Nelson fez a foto da capa e muitas outras, lindíssimas, de gente de todo mundo, inclusive dos tchês que podes acessar aqui .

 

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“Criando uma história no silêncio da rocha bruta”, Rogéro Bertoldo

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É assim que Rogério Bertoldo define sua obra. Vontade fluida, força maior do que a consciência, energia de paz e harmonia. Uma jardim inspirado pelo equilíbrio da natureza ao redor, uma experiência de comunhão com arte, com imaginação, com a vida pura, com os elementos naturais. O resultado disso tudo é o Parque Jardim das Esculturas dos Bertoldos próximo a Julio de Castilhos, no Rio Grande do Sul.

Rogério Bertoldo, outrora dedicado à agricultura familiar, hoje escultor autodidata, já esculpia em madeira, mas a partir de 2005 passou a esculpir em blocos de arenito vindos lá de Jaguari, movido por uma intensa energia criativa. De suas mãos nasceram centenas de imagens com mais de 200kg e 1,80m. Chegar ao Jardim gera um impacto visual e emocional a ser vivido.

São aproximadamente 40 km de chão batido, a partir da BR 158 em direção a São João dos Mellos, o 3º distrito de Júlio de Castilhos. Paisagens de campos sem fim, cultivados por lavouras de soja e fumo e marcados pela colonização italiana e alemã. Muita poeira e um desfecho surpreendente.  Como um paraíso sensorial pode surgir no meio disso tudo? Para entender, só indo até lá e conversando com Rogério e com Giselda, musa inspiradora, incentivadora e esposa desse artista visionário.

Todas as informações para a visita, encontras clicando aqui!

 

O artista Rogério Bertoldo, captando energias!

A primeira escultura

E uma coleção delas!

Iogue

O grande Buda

Os 3 Guerreiros. Vastensov. Aposto que poucos sabem dos cavaleiros russos...

Circulando pelo Hermitage

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O Destino Divino está circulando em São Petersburgo. Já perceberam no face, não é mesmo? Se tivéssemos apenas um par de dias nessa cidade encantadora, deveria indicar a multiplicação do tempo e da matéria para tentar ver os pontos mais importantes em um dia. O segundo, dedicaria ao passeio imperdível, que é o museu do Hermitage. Não há como definir esse destino admirável às margens do Rio Neva, na cidade que é considerada a “Veneza do Oriente”.

Bem… ok, tem gente que não gosta de museus. Talvez preferisse dar uma volta no Rio Neva e passar sob as lindas e inúmeras pontes e apreciar as fortalezas e palácios. Há ainda os que prefeririam compras, especialmente, adquirir a porcelana que serviu aos Czares ou os típicos souvenires nas feiras de artesanato russo. E os que trocariam tudo para visitar as igrejas ricamente elaboradas ou ainda sentar-se em cafés ou chocolaterias. Ainda assim, nenhum desses passeios estaria completo sem a visita ao Hermitage.

Trata-se do maior museu do mundo em termos de objetos expostos (são 1.012.657 obras de arte, sem contar a área se arqueologia, numismática, armamentos e armaduras e outros objetos). São números tão grandiosos, quanto são os da própria área (233.345 m2) e do espaço de exposição ao público (66.842 m2). É impossível indicar o que é mais majestoso no complexo. De sorte que, entrar assim que abre (9h) e sair quando encerrarem o expediente (17h) é insuficiente para observar todo o acervo e o suntuoso palácio com calma, mas é possível ver todas as salas se houver fôlego. Não há no mundo, nem o Louvre, nem o Metropolitan, museu que possa superar a magnitude do Hermitage.

Assim, meus caros, é aquele Destino que deve estar na nossa lista de viagens de desejo. E para uma amostra bastante fidedigna, recomendo a visita virtual e a exploração do acervo . Acesse e descubra!

Tarifa de Palmira (137 AD!), quanto de imposto para passar as mercadorias por Palmira.

Palácio Imperial de Inverno ou O HERMITAGE!

Obras de Henry Matisse

 

As 3 Graças: Alegria, Beleza e Elegância. Antonio Canova.

 

No Jardim, de Pierre-Auguste Renoir.

Vista de Murnau, Vassily Kandinsky

Os 3 Guerreiros. Vastensov. Aposto que poucos sabem dos cavaleiros russos…

Hogsmead e o Gringots Bank ao fundo... O lugar mais seguro para o seu dinheiro.

Nunca faça cócegas em um dragão dormêntico: lição de Hogwarts

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Além da ficção, conheço quatro lugares no mundo que nos levam a Hogwarts: Porto, Orlando, Reino Unido e Islamabad. Yep, Islamabad no Paquistão. Comecemos, pelo Porto, onde uma livraria inspirou Joanne Howling a criar Harry Potter. Na verdade, J. Howling viveu no Porto e essa cidade tem vários spots que a inspiraram, mas vou restringir-me a esta livraria: Lello & Irmão (Rua das Carmelitas, 144, Porto, Portugal). Considerada uma das mais belas livrarias do mundo, inspirou Rowling a criar aquelas escadas semoventes de Hogwarts, que insistem em conduzir os alunos aos cantos que não devem ou não querem ir. Porém, nós queremos! Depois da fama, fila para entrar não é raro, mas vale muito a visita!

Em Orlando, todos sabem, há o Parque da Universal Studio, onde recriaram com riqueza, beleza e encantamento cenários dos filmes. Os lugares mais encantados são o Beco Diagonal e Hogsmead. No vilarejo, podemos comprar uma varinha mágica na loja Ollivanders, que fabrica as melhores desde 382 DC. Ao caminhar por aqueles lugares encantados, essa varinha interage com objetos do local e fazem “mágica”, como fazer um guarda-chuva chover ou livros voarem. Há um mapa com palavras mágicas e movimentos específicos para aflorar o mago que está dentro de nós. Não me queixaria se pudesse ir todos os anos praticar prestidigitação por lá.

Na terra de Hogwarts, claro, não pode faltar uma atração. Há um hotel com quartos que nos fazem entrar na vibe do feiticeiro, o Georgian House Hotel (35-39 St. Georges Drive, Westminster, Londres, SW1V 4DG, Reino Unido), que oferece quartos especificamente montados para nos fazer sonhar com as aventuras de Potter, além de ter sido avaliado como o melhor custo-benefício para quem vai a Londres. E até onde vai essa vontade de conhecer o mundo de Harry Potter? No Paquistão, meus caros, em Islamabad, inauguraram um Café temático, o Smokey Cauldron-Café and Grill! Servem poções, inclusive a Butterbeer, e comidinhas, como o Dragon Fire burger. A decoração inclui velas pendentes do teto, móveis de Hogwarts e roupas, que o cliente pode vestir ao entrar no recinto. O Café é atração certa para os viageiros mais audazes, afinal, estamos falando de Islamabad.

 

Em Londres.

Em Londres, Georgian House Hotel.

Em Londres.

Em Londres.

No Porto, Lello & Irmão.

No Porto, Lello & Irmão.

Lello & Irmão.

Lello & Irmão.

Varinha da Hermione Granger.

Varinha da Hermione Granger e mapa das feitiçarias.

Em Islamabad, o Smokey Caldrum.

Em Islamabad, o Smokey Cauldron.

Smokey Caldrum.

Smokey Cauldron.

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Feira de San Telmo e mais!

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A Feira de San Telmo é o lugar comum mais legal que eu conheço em Buenos Aires. Por favor, eu insisto! Ninguém se arrepende de conhecer esse fundamental passeio portenho. Enfim, dizem que começa às 10h, porém, antes disso, a feira já estará montadinha esperando por nós, os turistas. Tomem um táxi até a Plaza Dorrego, onde fica bochincho e percam-se no labirinto de curiosas quinquilharias e antiguidades. Mesmo que não sejam apreciadores desse universo, o ambiente é tão peculiar que alguns o chamam de “La Republica de San Telmo”, sempre animada pelo tango e pela milonga, que invadem os quarteirões.

É tanta informação, que tonteia zanzar pela praça, assistir show de tango, entrar em quase todas as lojas de design e antiquários. Assim, parada obrigatória para tomar fôlego é o Café Notable El Federal, na esquina das Calles Carlos Calvo y Perú, onde está, desde 1864, servindo tapas e assados. Café, recomendo o que está no centro do Mercado de San Telmo, porque para ali chegar, há que atravessar um mar de quinqulharias, frutas, selos antigos, LPs, brinquedos de outrora, uniformes de escafandrista, e o que mais queira encontrar.

Voltando à Calle Dorrego vale atentar para as versões moderninhas de tangos dos milongueros do El Afronte (às vezes estão na frente da Igreja San Pedro Gonzalez Telmo, outras na Calle Estados Unidos, outras há que procurá-los) e perder-se novamente na miríade de tentadoras barraquinas de artesanato até a Mafalda, sentadinha na esquina com a Calle Chile que espera a todos para uma fotinho. Daí é só caminhar um pouco mais para chegar à conhecida Plaza de Mayo, onde se pode visitar o Cabildo, a Catedral Metropolitana e, com um pouco de fila e de paciência, a Casa Rosada. Para encerrar o passeio, escolha um café: ou o Café Tortoni ou a Confitería London City, ambos na Av. de Mayo. Recompensa merecida!

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Mafaldinha! <3

A gente encontra essas coisas

A gente encontra essas coisas

El Federal.

El Federal.

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A Profecia e a Construção Minecraft

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João Bosco nasceu na Itália em 1815 e tinha um dom. Ele previa eventos.  Certa feita vaticinou: “Entre os paralelos 15º e 20º havia um leito muito extenso, que partia de um ponto onde se formava um lago. Então, uma voz disse repetidamente: ‘Quando escavarem as minas escondidas no meio destes montes, aparecerá aqui a grande civilização, a terra prometida, onde jorrará leite e mel. Será uma riqueza inconcebível’”.

O que há entre aqueles paralelos? Brasília, meus amigos. Dom Bosco, é o padroeiro da nossa capital e, por isso, ergueram-se muitas obras em homenagem a ele. A mais deslumbrante está escondida dentro do Santuário Dom Bosco, na W3 Sul. Dentro, porque o lado de fora não revela a imersão no azul infinito, mesclado com tons lilases, violetas e róseos. São 80 colunas góticas, com 15m de altura, entremeadas com 2,2m2 de vitrais em 12 tons azuis. Entrar no santuário é como ingressar em outra dimensão, em outro espaço, em outro mundo. Um mundo de contemplação e elevação espiritual. Para as crianças, em um mundo minecraft, como falou a que estava ao meu lado…

O projeto dos vitrais é do arquiteto Claudio Naves e executado pelo artesão belga Hubert Van Doorne. De dia, a luz do sol deita seus raios e tudo se tinge de céu, inclusive as pessoas. Quando a noite vem, um único ponto de luz interior se acende a partir de um lustre. São três toneladas, projetadas por Alvimar Moreira, compostas por 7.400 pequenos copos de vidro murano, pairando no centro da obra. Toda a luz intensifica o enorme crucifixo talhado por Gotfredo Traller, de Treze Tílias-SC, que em um único tronco de cedro, esculpiu Cristo com 8m de altura e 4,3m de envergadura. E, no topo das 12 portas do prédio, o texto do Apocalipse ensina sobre a morada de Deus.

 

 

3 toneladas sobre nós.

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Tesouro escondido

Tesouro escondido

12 tons de azul

12 tons de azul