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Os 3 Guerreiros. Vastensov. Aposto que poucos sabem dos cavaleiros russos...

Circulando pelo Hermitage

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O Destino Divino está circulando em São Petersburgo. Já perceberam no face, não é mesmo? Se tivéssemos apenas um par de dias nessa cidade encantadora, deveria indicar a multiplicação do tempo e da matéria para tentar ver os pontos mais importantes em um dia. O segundo, dedicaria ao passeio imperdível, que é o museu do Hermitage. Não há como definir esse destino admirável às margens do Rio Neva, na cidade que é considerada a “Veneza do Oriente”.

Bem… ok, tem gente que não gosta de museus. Talvez preferisse dar uma volta no Rio Neva e passar sob as lindas e inúmeras pontes e apreciar as fortalezas e palácios. Há ainda os que prefeririam compras, especialmente, adquirir a porcelana que serviu aos Czares ou os típicos souvenires nas feiras de artesanato russo. E os que trocariam tudo para visitar as igrejas ricamente elaboradas ou ainda sentar-se em cafés ou chocolaterias. Ainda assim, nenhum desses passeios estaria completo sem a visita ao Hermitage.

Trata-se do maior museu do mundo em termos de objetos expostos (são 1.012.657 obras de arte, sem contar a área se arqueologia, numismática, armamentos e armaduras e outros objetos). São números tão grandiosos, quanto são os da própria área (233.345 m2) e do espaço de exposição ao público (66.842 m2). É impossível indicar o que é mais majestoso no complexo. De sorte que, entrar assim que abre (9h) e sair quando encerrarem o expediente (17h) é insuficiente para observar todo o acervo e o suntuoso palácio com calma, mas é possível ver todas as salas se houver fôlego. Não há no mundo, nem o Louvre, nem o Metropolitan, museu que possa superar a magnitude do Hermitage.

Assim, meus caros, é aquele Destino que deve estar na nossa lista de viagens de desejo. E para uma amostra bastante fidedigna, recomendo a visita virtual e a exploração do acervo . Acesse e descubra!

Tarifa de Palmira (137 AD!), quanto de imposto para passar as mercadorias por Palmira.

Palácio Imperial de Inverno ou O HERMITAGE!

Obras de Henry Matisse

 

As 3 Graças: Alegria, Beleza e Elegância. Antonio Canova.

 

No Jardim, de Pierre-Auguste Renoir.

Vista de Murnau, Vassily Kandinsky

Os 3 Guerreiros. Vastensov. Aposto que poucos sabem dos cavaleiros russos…

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Feira de San Telmo e mais!

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A Feira de San Telmo é o lugar comum mais legal que eu conheço em Buenos Aires. Por favor, eu insisto! Ninguém se arrepende de conhecer esse fundamental passeio portenho. Enfim, dizem que começa às 10h, porém, antes disso, a feira já estará montadinha esperando por nós, os turistas. Tomem um táxi até a Plaza Dorrego, onde fica bochincho e percam-se no labirinto de curiosas quinquilharias e antiguidades. Mesmo que não sejam apreciadores desse universo, o ambiente é tão peculiar que alguns o chamam de “La Republica de San Telmo”, sempre animada pelo tango e pela milonga, que invadem os quarteirões.

É tanta informação, que tonteia zanzar pela praça, assistir show de tango, entrar em quase todas as lojas de design e antiquários. Assim, parada obrigatória para tomar fôlego é o Café Notable El Federal, na esquina das Calles Carlos Calvo y Perú, onde está, desde 1864, servindo tapas e assados. Café, recomendo o que está no centro do Mercado de San Telmo, porque para ali chegar, há que atravessar um mar de quinqulharias, frutas, selos antigos, LPs, brinquedos de outrora, uniformes de escafandrista, e o que mais queira encontrar.

Voltando à Calle Dorrego vale atentar para as versões moderninhas de tangos dos milongueros do El Afronte (às vezes estão na frente da Igreja San Pedro Gonzalez Telmo, outras na Calle Estados Unidos, outras há que procurá-los) e perder-se novamente na miríade de tentadoras barraquinas de artesanato até a Mafalda, sentadinha na esquina com a Calle Chile que espera a todos para uma fotinho. Daí é só caminhar um pouco mais para chegar à conhecida Plaza de Mayo, onde se pode visitar o Cabildo, a Catedral Metropolitana e, com um pouco de fila e de paciência, a Casa Rosada. Para encerrar o passeio, escolha um café: ou o Café Tortoni ou a Confitería London City, ambos na Av. de Mayo. Recompensa merecida!

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Mafaldinha! <3

A gente encontra essas coisas

A gente encontra essas coisas

El Federal.

El Federal.

Chegando ao Perito Moreno

Não percam El Calafate

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Calafate é uma frutinha vermelha deliciosa que dá o nome à cidade às margens do Lago Argentino. El Calafate, entretanto, é uma cidade muito conhecida pelo Glaciar Perito Moreno, um monumento natural tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Esse glaciar é uma massa de gelo, que avança sobre as águas do lago. Como está constantemente sob pressão, fratura-se, precipitando seus gigantescos pedaços sob um som impressionante que ecoa nas paredes de gelo. A possibilidade de caminhar sobre essa muralha gelada e o espetáculo das quedas de gelo atraem milhões de pessoas de todo o mundo e cada vez mais brasileiros. Bora?

A gigantesca cordilheira gelada mede aproximadamente 5 km de frente, 60m de altura e 120m de profundidade abaixo do nível da água. Leva o nome do geólogo, paleontólogo, arqueólogo e antropólogo Francisco Pascasio Moreno, muito conhecido por seu trabalho como perito nas demarcações de fronteira com o Chile a partir do ano de 1896. No campo patagônico, garantiu que essa obra da natureza fosse argentina, juntamente com os famosos Cerros El Chaltén e Fitz Roy. O perito não viu esse Glaciar, mas nós temos o privilégio de vê-lo e caminhar sobre ele. Não vai perder essa aventura, não é?

Uma excursão nos leva ao Parque Nacional de Los Glaciares onde começa a espetacular jornada que pode ser de 1h40min ou de 3h30min. Em um pequeno porto tomamos um catamarã para uma navegação de 20 minutos pelo Braço Rico. Para os que puderem fazê-la, recomendo bom agasalho impermeável, calça e blusa térmicas por baixo do jeans e do blusão, gorro e manta, mochila pequena para água e almoço, botas de trekking e luvas. No mais, um pouco de coragem para enfrentar o agressivo clima do paralelo 55°, chuva, neve, vento em pleno verão. Ainda assim, vale cada minuto de contemplação desse monumento majestoso das alturas da Cordilheira dos Andes.

 

Tudo que precisa é grampones e disposição.

Tudo que precisa é grampones e disposição.

Impressionante viagem no gelo.

Impressionante viagem no gelo.

 

Majestades!

Festa Pomerana na Nossa Pequena Alemanha!

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Já ouviu falar da Oktoberfest de Blumenau – SC e de Santa Cruz do Sul – RS e também na München Fest em Ponta Grossa – PR, mas já soube da Festa Pomerana em Pomerode – SC? Precisam ir amigos, assim que possível. Muitos aproveitam o veraneio no litoral catarinense e migram em direção ao vale do Rio do Testo, a 15 minutos de Blumenau, na segunda quinzena de Janeiro. É nessa época que eclode a mais legítima manifestação alemã no Brasil. SIM! Mais do que qualquer Oktoberfest, talvez menos do que os Stamtisch (assunto para outra hora). Vale muito conhecer a Nossa Pequena Alemanha.

A Festa Pomerana surpreende e atrai devido à fidelidade aos antigos costumes dos imigrantes pomeranos que ali chegaram em 1863. A pequena comunidade falava e ainda fala o pomerano, ou Pommerschplatt, mas também se ouve pelas ruas o Hochdeutsch. O exotismo da língua, combinado com a saborosíssima (creiam-me!) comida e a alegria da população, culminou em um ponto turístico imperdível. Os produtos vendidos são produzidos por pomerodenses e ninguém sai de lá sem um embutido, uma cerveja, um chocolate, uma cuca ou bolachinhas feitos no capricho. O diferencial é, justamente, a lealdade ao que os imigrantes ensinaram!

A organização da Festa incentiva o turista a provar das delícias no Biergarten, como as diversas Wurst, as Kuchen, o marreco com repolho roxo, o Eisbein com chopp geladíssimo, afinal é verão! Também estimula a participar das atividades, muito incomuns para a maioria dos brasileiros: Fischerstechen (derrubar o pescador), Schneidemüller (serrador) e Holzhacker (lenhador) e o Vogelstecheiten (pássaro ao alvo). Os dias são abertos pelo desfile típico com carros alegóricos demonstrando tradições e com representações dos Clubes de Caça e Tiro. A festa adentra a noite animada pelas bandinhas alemãs e grupos de dança.

Gurias! Vistam seu Dirndl! Guris! ponham sua Lederhosem. Arrumem a grinalda de flores e o chapéu de feltro e Willkommen! A 34ª Festa Pomerana ocorre entre os dias 12/01 e 22/01/2017, no Parque Municipal de Eventos, Av. 21 de Janeiro, 2.150, Centro, Pomerode – SC, Brasil.

 

A melhor dieta para sua cinturinha!

A melhor dieta para sua cinturinha!

 

Braços de aço para ser o Schneidmüller da Festa!

Braços de aço para ser o Schneidmüller da Festa!

 

Detalhe do Desfile Típico que abre a Festa todos os dias.

Detalhe do Desfile Típico que abre a Festa todos os dias.

 

Desfile chegando no Biergarten.

Desfile chegando no Biergarten.

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A Mítica Ruta 40

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Alguns lugares nesse mundo se eternizaram em nosso imaginário por meio de músicas ou filmes. A exemplo da Route 66, de Bobby Troup, interpretada por tanta gente diferente, de Nat King Cole a Depeche Mode, cujo êxito musical faz com que pensemos ser um lugar super bacana. Bem, para quem gosta de deserto e calor, ok, não recrimino se tocar do Brasil para fazer os “n” km estadunidenses. Mas por que não percorrer uma estrada lindíssima aqui pertinho? Quem gosta de variedade térmica e paisagística, recomendo que conheça a mítica Ruta 40. É uma das mais longas auto-estradas contínuas do mundo, com 5.194 km. Liga as terras altas de Puna, numa altitude de 4.952m em Abra de Acay, até o Estreito de Magalhães, extremo sul do planeta.
A esta altura o leitor deve estar imaginando o que o espera, pois digo, mistérios, emoção, charme e beleza natural inigualáveis. Lembrem-se de que é uma rodovia que está nos Andes, assim poderemos desfrutar de registros incaicos de 1.450 anos, vinhos de sabida excelência, locais tombados pela UNESCO por sua beleza e singularidade (há 5 pela estrada!), incluindo o Glaciar Perito Moreno. São 14 Parques Nacionais de preservação disponíveis para camping, mas opções de hospedagem não faltam, afinal a estrata atravessa 11 províncias desde a fronteira com a Bolívia até Cabo Vírgenes na Patagônia.
Melhor época, principalmente para os que se aventuram em moto, é a primavera. No extremo norte não fará muito calor e as nevascas, ao sul, não alcançarão o viajante. No outono entretanto, as cores são mais impressionantes. A alta temporada, porém, é a partir do Natal até o início das aulas em março, assim, nessa época é necessário fazer reservas para hospedagem. Como a extensão da Ruta é de norte a sul, a amplitude térmica afeta o planejamento da viagem e este Guía detalha exaustivamente qualquer dúvida que se tenha.
Che Guevara andou por lá com sua bicicleta equipada com um motor Garelli em 1950. Antes daquela aventura eternizada no filme Diários de uma Motocicleta. Acho que podemos fazer com mais facilidades hoje, com a trilha sonora que mais nos anima e com muitas possibilidades de eternizar tudo em muitas fotos.

 

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Consulte o mapa AQUI!

Confira a música “Ruta 40” do grupo La Renga, álbum TruenoTierra.

 

 

 

O imcompreensível Wayra!

O que é Fuerza Bruta?

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Dizem que “é um fenômeno inevitável, o resultado de milhões de anos. Tem origem no fundo do oceano, no fundo dos copos, no caminhar pelas calçadas. Fuerza Bruta não serve para nada. É.”. Traduzindo, é um show impressionante, ali no nevrálgico centro turístico da Recoleta. O grupo Fuerza Bruta apresenta um espetáculo surreal, o Wayra, que nos tira o fôlego e nos faz ter uma experiência única na vida.

Não há lugares marcados, não há cadeiras, a assistência permanece em pé por uma hora e participa do show constantemente! Nada pode ser dito além de que, se tiveres oportunidade de estar nesse show visual-acústico-sensorial, não perca! As funções acontecem de quartas a domingos e, nas sextas-feiras, a última sessão se estende ao som do DJ da casa. Já andou na China, na Rússia, nos EUA, no Reino Unido, na Irlanda, na Alemanha, na França, até no Brasil.

Alguém pode pensar, ah, isso não é pra mim. Bem, se não abrir mão do salto alto, ficará um tanto complicado. Todos comparecem muito à vontade, com seu tênis. É recomendado para todas as idades acima dos 8 anos, porque não se pode carregar gente no colo ou nos ombros. Não há qualquer cena imprópria. Sempre há gente de 8 a 90 anos, basta que consiga participar. Deixo umas fotos, para dar uma pequeníssima ideia do que seja e um aviso, farás parte de um feito, de uma realidade paralela delirante, sem tradução, sem anestesia. (Fica lá no fundão do Centro Cultural Recoleta, Junín, 1.930, Bairro Recoleta, Buenos Aires, Argentina)

O impressionante Wayra!

O impressionante Wayra!

O inexplicável Wayra!

O inexplicável Wayra!

 

O imcompreensível Wayra!

O imcompreensível Wayra!

O surreal Wayra!

O surreal Wayra!

 

 

 

La Bibliothèque, salão principal dedicado a antiguidades óticas e a livros.

O Inebriante Café Pushkin

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Você ama livros? Aprecia um café para acompanhar? Gosta de sentar-se próximo a janela e de contemplar um ambiente caprichado? O lugar perfeito para isso chama-se  Кафе ПушкиHъ, ou, Café Pushkin em Moscou. Um lugar sobrenatural. Tudo é tão estranhamente perfeito que até perturba, porém é tão maravilhosamente belo que nos hipnotiza e nos abduz.

O café começou a existir em uma música de Gilbért Becaud, intitulada Nathalie, de 1964. Sucesso estrondoso, gravado em várias línguas. O café, entretanto, foi inaugurado 30 anos depois da canção, em homenagem ao bicentenário de nascimento do grande poeta russo Alexandre Pushkin.

Sentar-se à mesa no Puskin é um privilégio. Para que todos possam fazê-lo, além dos pratos exclusivos e encantadores, há um menu executivo (menu dejeuner), compostos de três partes: salada, sopa e prato principal. Tudo com uma apresentação impecável. Não deixe de regar esse festim com o Kvás elaborado pela casa, uma aguardente de mel.

Mel e caviar, aliás, são ingredientes soberanos na Rússia, não saia de lá sem prová-los! Na carta há um capítulo específico para cada um deles. Pode-se degustar quatro tipos de caviar sobre blinis vermelhas: de esturjão, de salmão, de beluga e de vendace. Já a coleção de mel, enverga seis categorias a escolher, que podem acompanhar o grand finale da sua refeição.

Para tanto requinte, dedicação e capricho não poderíamos aparecer em sport wear, claro. O Pushkin é demasiadamente elegante para uma bermuda, mas tampouco se exige o formalismo de uma gravata. Assim, bom senso e bom apetite (хороший аппетит)! Onde: 26-A Tverskoy Boulevard, Moscou, Rússia
Telefone: +7 (495) 739-0033 [Москва, ул. Тверской бульвар, дом 26-А Телефон:+7 (495) 739-00-33]

Terraço de verão.

Terraço de verão.

Uma jóia de doce!

Uma jóia de doce!

La Serre, ambiente para um café.

La Serre, ambiente para um café.